terça-feira, 8 de maio de 2007

Um livro...



Muitas vezes perguntamos o que faz um livro ser famoso, e vender bem. Num mundo utópico, os melhores livros seriam os mais vendidos, e a qualidade seria o único factor que influenciaria os lugares cimeiros das tabelas de vendas. Muitas vezes, porém, são factores externos, desde tocar em assuntos polémicos, a publicidade agressiva, ou simplesmente devido ao facto de um livro anterior do mesmo autor ter sido best-seller.

Corria o ano de 2000, quando o Norte-americano Dan Brown, lançou o seu segundo livro, Anjos e Demónios. O seu principal protagonista, Robert Langdon um perito em simbologia, é acordado a meio da noite, para ir até ao CERN, o centro europeu de partículas, tentar decifrar um anagrama que apareceu no peito de um dos cientistas mais proeminentes deste instituto, Leonardo Vetra, que acabara de ser assassinado. O Anagrama que estava inscrito era, supostamente, um símbolo de uma antiga irmandade secreta, os Iluminati.

Horas depois, enquanto começava a investigar este homicídio com o auxílio da filha adoptiva do cientista assassinado, Vittoria Vetra, uma terrível revelação é feita. A experiência onde o cientista estava a trabalhar tinha sido roubada, e estaria agora colocada algures na cidade do Vaticano, onde seria tornada numa terrível bomba, que arrasaria toda esta cidade, e parte de Roma, tornando as explosões nucleares de Hiroshima e Nagasaki acontecimentos secundários na história.

Partindo de pistas, deixadas em corpos de Cardeais assassinados, Langdom, e a sua recente amiga Vittoria, circulam pela capital Italiana em busca de pistas para tentar impedir o assassino, membro de uma antiga irmandade de assassinos profissionais, os Hashasin, e descobrir a localização da experiência transformada em arma. Pistas estas que foram colocadas séculos antes por um escultor ligado aos Iluminati, na forma de esculturas, as mais famosas da cidade.


No pano de fundo de toda esta busca corre a eleição de um novo Papa, que só começou a despertar interesse, ao contrário do que se viu na realidade actual, quando ocorreu a ameaça terrorista, sendo os cardeais raptados e assassinados, alguns sendo favoritos para ocuparem o Trono de S. Pedro.

O livro tem uma leitura facílima, e um ritmo alucinante, em grande parte devido à maneira como está dividida a obra. Capítulos curtos, muitas vezes de três ou quatro páginas, com acontecimentos sempre em aberto, que obrigam o leitor a ler mais do que tinha programado. Tal tem como consequência fazer com que um livro de alguma dimensão seja consumido de forma voraz, sendo provavelmente este um dos motivos do seu sucesso.

No entanto grande parte do sucesso vem por culpa do Código de Da Vinci, segundo livro de Dan Brown onde aparece Robert Langdom, que apesar de ter sido editado originalmente em segundo lugar, atingiu o estrelato, muito por culpa de alegadas teorias da conspiração envolvendo a Igreja Católica.

Com o sucesso do segundo volume, o primeiro, Anjos e Demónios, alcançou também grande notoriedade, e casos como o português, em que o segundo livro foi publicado primeiro que o primeiro, são comuns.

O livro contém inúmeras imprecisões e erros no que toca a factos históricos, o que é aceitável visto tratar-se de um romance e não de um livro científico, mas o facto é que que lhe tem valido inúmeras critícas. Outro facto estranho no mínimo, é que, por vezes, mais parece um guião de um filme do que um livro propriamente dito.


Uma braçada amiga

9 comentários:

Lisbo@ disse...

Li o Código de Da Vinci, este ainda não li. Mas fiquei com curiosidade. Boa escolha.

Pinguim Alegre disse...

Lisboa, ambos os livros são de facil leitura!

Sandra disse...

:))

ah sim e tal, tens toda a razão e mai n sei k :))
num sei ler, logo num sou fã de book's.

xinhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuus pa tu da lua

nb - é tiste eu sei.

Pinguim Alegre disse...

Olá Sandra, eu gosto da forma de escrita dele, apesar dos erros que o senhor usa.
Contudo é uma escrita interessante.
E são gostos pessoais.

Bjs

Rafeiro Perfumado disse...

E se fosses contar o livro para outro lado, pá? A tua sorte é eu já ter lido, senão estavas a apanhar, ó minha espécie em extinção!

Sandra disse...

:)

xuru cum dia bou descobrir kal o prazer de tar a oyar pa letras, xuruuuuuuuuuuuuuuuuuuu.

agora fica bem e num aburreças o rafeirola...ihihihihihihi

xinhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuus pa tu da lua

Pinguim Alegre disse...

Rafeiro, quando?

Sandra, porquê?

lolada
Bjs e abraços

foryou disse...

Dan Brown grande autor! Por acaso já esse, olha só a minha sorte, senão tinha perdido a piada toda :|

Pinguim Alegre disse...

Foryou, eu acho que ficavas com curiosidade de ler...

"Podemos converter alguém pelo que fazemos nunca pelo que escrevemos."

H.P.