quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Estilhaços de guerra


Existe tantas vezes uma necessidade que extravasa tudo aquilo que é humanamente compreensível.
E quando isso acontece…
É como se de um momento para o outro tudo fosse esquecido, tudo fosse insignificante.
Onde não importa o que de bom se viveu ou se partilhou; onde não importam os sorrisos e momentos de cumplicidade...
Não!
Isso não importa…
Isso não interessa…

O que importa, é que a minha verdade e a que a minha postura fique bem marcada, bem fincada…
E assim somos capazes de destruir amizades, somos capazes de magoar pessoas que nos são tão queridas e especiais…
Tudo em prol de um momento de afirmação!

E isso cria-me uma série de perguntas e de inquietações…

Porque será que existe esta necessidade?

Porque será que temos a memória tão curta nestes momentos?

Porque não permitimos que outros nos possam ajudar?

Porque achamos que estão todos contra nós?

Porque nos achamos donos e senhores de uma verdade que nasce em segundos e morre de seguida?

Porque nos tornamos tão cheios de nós mesmos?

Porquê?

Condição humana?

Perspectivas diferentes?

Mas qualquer que seja a resposta que se possa dar, nenhuma devia ser mais forte e mais importante que o sentimento de Amor / Amizade, que une ou uniu essas pessoas…

Mas infelizmente parece que é…

E depois ficam estes «estilhaços de guerra», que ficam cravados no peito onde nem sempre uma outra mão amiga é capaz de chegar para os arrancar…
No fim, fica esta dor...
Fica esta ferida por estancar...
E permitimos que o nosso amigo parta...
Sem nunca sabermos se algum dia ele irá regressar e então lhe possamos dizer "Perdoa-me!"...
E porquê???
Porque nos quisemos afirmar num momento, corremos o risco de perder um amigo para sempre...
Uma braçada amiga

6 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

Estas guerrinhas deixam marcas

visiveis no interior

Anónimo disse...

Olá, meu caro e (já querido) Pinguim Alegre!

Acho que quando um amigo nos magoa assim tanto, provavelmente nem se apercebe do que nos está a fazer (ou então não nem amgo nem boa pessoa!!). E também acho que quando a amizade é verdadeira, o tempo se irá encarregar de atenuar essa dor até que fique apenas uma cicatriz; e essa cicatriz não nos diz, forçosamente, que aquele amigo nos magoou, ela pode relembrar-nos que quando uma amizade é verdadeira, aprendemos com as adversidades e crescemos com elas, tormando-nos melhores pessoas.

Para que isso aconteça, às vezes também temos que vencer o nosso orgulho ferido e ir atrás do nosso amigo, correr, se for preciso, telefonar, tentar dar a mão!....

Corre!...

Um abraço forte, para matar saudades,
Mariana

Gente comum disse...

só para deixar um beijo...

Pinguim Alegre disse...

Carissimo Francisco Castelo Branco,

e algumas bem profundas...

Um abraço

Pinguim Alegre disse...

Querida Mariana,

tudo dito!

:)

Fantástico!

Um abraço forte!

Pinguim Alegre disse...

Querida gente comum,

sempre com um gesto/atitude certa.

Obrigado.

:)

Um forte abraço

"Podemos converter alguém pelo que fazemos nunca pelo que escrevemos."

H.P.